Resistência na Bienal entrevista Andréia Alcântara

Resistência Artística na Bienal de Artes com Andréia AlcântaraEm sua 32ª Edição a Bienal de São Paulo aposta neste ano, segundo a curadoria, uma reflexão, a respeito das atuais condições da vida e as estratégias oferecidas pela arte contemporânea para acolher ou habitar incertezas. E para esta exposição foram convidados 81 artistas e coletivos de vários lugares do mundo.

E para ilustrar um pouco desta exposição o Resistência Artística apresenta três artistas A escolha das obras foi feita por Andréia Alcantara, entrevistada desta semana. Ela, que também artista plástica, aceitou nosso desafio de falar, além de sua trajetória, um pouco da Bienal por meio das obras destes três artistas.
A primeira, Lais Myrrha, artista mineira e vive em São Paulo, nascida em 1974
Investiga instrumentos e saberes que constroem nossa experiência no mundo a partir do lugar que nele ocupamos. Dicionários, mapas, bandeiras, hinos, jornais e telejornais são alguns dos elementos sobre os quais a artista interfere. Para ela, a arte é uma possibilidade de se lançar em zonas de instabilidade, em situações nas quais o familiar se torna estranho e a lógica convencional parece falhar. Myrrha explora em suas obras a noção de impermanência e a história contada do ponto de vista dos “vencidos”, assim como a precariedade dos conceitos de equivalência e equilíbrio. Um elemento importante de seu processo de criação é a escolha e o uso preciso dos materiais, o que revela sua atenção à capacidade de significar, de funcionar de modo simbólico e condensar narrativas. Em Dois pesos, duas medidas (2016), a artista constrói duas torres com as mesmas dimensões, compostas de materiais empilhados. De um lado, materiais empregados nas construções indígenas (cipó, toras de madeira, palha) e, de outro, aqueles usados nas edificações típicas brasileiras (tijolo, cimento, ferro, vidro, canos) – dois modos construtivos que corporificam modos de vida e dois projetos distintos de sociedade que, ainda que sejam potência de construção, já anunciam suas formas de ruína. (fonte: Bienal)
Você pode conhecer um pouco mais da artista por meio do site: http://galeriajaquelinemartins.com.br/artistas/lais-myrrha/
Resistência Artística na Bienal 01

Obra dois pesos, duas medidas, 2016 – Foto divulgação Bienal
O segundo artista Dineo Seshee Bopape, artista sul-africano, nascido em 1981.
O artista apresenta para a Bienal instalação site-specific :indeed it may very well be the ___________ itself [:de fato isso pode bem ser __________ em si] (2016). A obra é composta por estruturas de terra comprimida – distribuídas irregularmente e com diferentes tamanhos – sobre as quais objetos com forte carga emocional são dispostos. Eles têm formas que lembram os jogos de tabuleiro chamados Morabaraba (Mancala) e Diketo, que são variações do que se conhece no Brasil como Trilha. Os objetos incluem moldes de úteros, folhas douradas, minerais, ervas medicinais, bem como peças de cerâmica moldadas com a forma de punho cerrado. O trabalho contempla ideias e desenhos que falam de contenção e deslocamento, de ocupação e hospedagem, além da questão política e histórico-social implícita na exclusão da terra. O trabalho de Bopape é um protesto íntimo que nos leva a captar memórias fugazes. A terra comprimida é gesto de lembrança que faz o espectador se aproximar daquilo que tem sido considerado imaterial e/ou erodido ao longo da história. (fonte: Bienal)
Você pode conhecer um pouco mais do artista por meio de seu blog: http://seshee.blogspot.com.br/
Resistência Artística na Bienal 02

Detalhe da instalação de Dineo Bopape na 32ª Bienal de São Paulo, 2016 – foto divulgação Bienal
E o terceiro Francis Alÿs, artista belga nascido em 1959 e vive hoje México
A obra de Francis Alÿs baseia-se em ações propostas ou praticadas pelo artista, que se desdobram em vídeos, fotografias, desenhos e pinturas. Frequentemente evocando uma sensação de absurdo ou insensatez, seus trabalhos pesquisam criticamente situações políticas, sociais e econômicas na vida contemporânea. A instalação concebida para a 32a Bienal está organizada em três momentos e investiga a noção de catástrofe em uma série de desenhos com esquemas mentais, fenômenos e ideias intitulada In a Given Situation [Em uma dada situação] (2010-2016); pinturas de paisagem e um filme de desenhos animados, todos Untitled [Sem título] (2016). Esses elementos estão instalados em paredes de espelhos, que revelam o verso dos desenhos e pinturas, fixados com alguma inclinação. As imagens refletidas do público, do pavilhão e do parque tornam-se também parte integrante do projeto, o que nos convida a questionar qual é a nossa relação – e do ambiente institucional e urbano em que estamos inseridos – com as diferentes situações e noções de catástrofe discutidas por Alÿs. (fonte: Bienal)
Você pode conhecer um pouco mais do artista por meio de seu site: http://francisalys.com/
Resistência Artística na Bienal 03

Foto: http://kathybarry.co.nz/site/wp-content/uploads/FBSP_410.jpg

Referência dos textos: http://bienal.org.br/post.php?i=2355

Assista ao programa aqui:

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